Até 2000, pessoas LGBTQ+ eram proibidas de servir abertamente nas Forças Armadas britânicas. Quem era percebido como gay, lésbica ou trans enfrentava despedimento, interrogatórios humilhantes e, em alguns casos, prisão. Muitos perderam carreiras, reputações e liberdade.
O monumento, intitulado “A Carta Aberta”, será inaugurado no National Memorial Arboretum, Staffordshire. Destina-se tanto a militares LGBTQ+ ativos como àqueles que sofreram sob o antigo banimento. A escultura em bronze, criada pelo coletivo Abraxas Academy, representa um papel amassado – símbolo das cartas usadas como prova para acusar pessoas de homossexualidade.
Veteranos afirmam que o memorial representa finalmente reconhecimento e encerramento após décadas de campanha por justiça. O relatório Etherton Review documenta experiências de homofobia, bullying e assédio sexual nas Forças Armadas durante o período de proibição.
O memorial é uma das 49 recomendações do relatório, que originou medidas restaurativas, incluindo pedidos de desculpa oficiais, restauração de honras militares, fita especial para veteranos LGBTQ+ e compensações financeiras até £70.000.
A ONG Fighting With Pride, que defende veteranos LGBTQ+, liderou a iniciativa. O seu CEO, Peter Gibson, descreveu o momento como “profundamente emocional”, acrescentando: “O que aconteceu naquela altura nunca deve voltar a acontecer.”
O Ministério da Defesa do Reino Unido afirmou à BBC que lamenta profundamente o tratamento dado a militares LGBTQ+ durante o banimento, e que o que experienciaram não reflete os valores nem a cultura inclusiva das Forças Armadas atuais.














