Num vídeo publicado no Facebook a 11 de dezembro, Karácsony descreveu a acusação de violar a nova lei sobre liberdade de reunião como “completamente absurda”. A lei, aprovada em março de 2025, limita encontros públicos que apresentem “desvios do sexo atribuído no nascimento, mudança de género ou homossexualidade” a menores.
Karácsony, membro do Partido Verde e crítico do Primeiro-Ministro Viktor Orbán, garantiu que o Pride pudesse ocorrer, organizando-o como um evento oficial da cidade, e não como uma manifestação pública comum. Assim, o desfile estava formalmente fora do alcance da proibição nacional, pois eventos municipais não exigem autorizações policiais.
“Como se trata de uma celebração municipal da liberdade, não são necessários autorizações das autoridades,” disse Karácsony.
Em resposta à recomendação de processo, Karácsony afirmou: “Tenho orgulho de ter assumido todos os riscos políticos pelo bem da liberdade da minha cidade. Defenderei perante o tribunal a minha liberdade e a da minha cidade com a cabeça erguida.”
Apesar dos avisos de Orbán de que organizadores e participantes enfrentariam consequências legais, vários políticos europeus demonstraram apoio participando no desfile. O Partido Verde Europeu descreveu a recomendação da polícia para processar Karácsony como “um abuso de poder chocante por parte do regime de Orbán”.














